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A ordenação sacerdotal vista por um dos protagonistas.
| ATUALIDADE | TESTEMUNHOS
Aproveito um tempinho "livre" para contar-lhes brevemente como foram estas últimas semanas. Vou a centrar-me, como tinha comentado na mensagem que enviei a alguns dias atrás, na ordenação sacerdotal.

Pe. Leandro Trevisan
O Pe. Leandro recebe as vestes sacerdotais das mãos do Pe. Álvaro Corcuera, L.C., diretor geral dos Legionários de Cristo.

Brasil, 31 de janeiro de 2009. No passado 22 de dezembro, na Cidade Eterna, 49 legionários de Cristo receberam a ordenação sacerdotal na Basílica de São Paulo Extramuros, de mãos do Card. Angelo Sodano.

Entre os ordenados se encontrava o Pe. Leandro Trevisan, L.C. que compartilha conosco, em primeira pessoa, a sua experiência vivida naqueles dias.

*****

Venha a nós o Vosso Reino!

Estimados amigos em Cristo.

Envio-lhes uma cordial saudação e a minha benção sacerdotal desde o Centro de Estudos Superiores de Roma.

Aproveito um tempinho "livre" para contar-lhes brevemente como foram estas últimas semanas. Vou a centrar-me, como tinha comentado na mensagem que enviei a alguns dias atrás, na ordenação sacerdotal. Em primeiro lugar devo dizer que no início de dezembro eu pedi a Nossa Senhora que ela se encarregasse de todos os detalhes de minha ordenação. Eu disse para ela: "Mãe, a senhora cuidou tão bem daquela festa de casamento em Cana, eu sou seu filho, devo a minha vocação a senhora, vou ser sacerdote porque o seu filho me chamou, queria pedir que a senhora se encarregasse da organização da minha festa e de todos os detalhes de minha ordenação".

Agora, olhando para trás, pude ver que Nossa Senhora realmente organizou tudo e me deu muitos presentes que eu nem esperava: Eu queria muito celebrar uma Missa na Capela onde estão as relíquias do cocho onde Nossa Senhora colocou o menino Jesus; esta capela está na Basílica de Santa Maria Maior; é muito difícil conseguir este lugar por isso eu tinha reservado uma capela lateral na mesma basílica. Quando cheguei lá o sacristão me disse: "O padre que ia celebrar no "altar da Cuna" (onde estão as relíquias do cocho) não pode vir, não sei se o senhor quer celebrar lá." Vocês podem imaginar minha alegria! Que presente de Nossa Senhora! Era o dia 24 de dezembro, véspera de Natal! Maria deu um jeito até no tempo: tivemos todos os dias de sol e com uma temperatura agradável; só choveu nos dois dias que tínhamos alugado carro. Meus pais queriam ver a neve e fizemos um passeio ao monte Terminilo; nevou durante cinco minutos, o suficiente para tirar as fotos e para não congelar a pista. Também celebrei nas Catacumbas de São Calisto, na Basílica de São Pedro (capela Clementina) e em Assis. Nossa Senhora cuidou muito bem de tudo.

Voltando um pouco atrás queria falar um pouco de nossa ordenação. Os dias foram passando e o nervosismo aumentando. Chegou a noite do dia 19 e eu não conseguia dormir. Acordei de madrugada, rezei o breviário e fiquei meditando no que ia acontecer dentro de poucas horas. Treze anos de espera, de lutas, de alegrias e de tristezas, nos quais meu amor por Jesus foi aumentando, fomos conhecendo-nos melhor, e agora chegava o momento tão esperado de ser outro Cristo. A campainha da casa tocou as 5:15 am, como de costume. Levantei-me, me preparei, fizemos nossas primeiras orações, meditação, café da manhã e passamos aos ônibus. Meu coração batia apressado.

Quantas vezes tinha visto aquele mesmo ônibus sair com os irmãos que seriam ordenados! Quantas vezes tinha pensado que um dia estaria lá dentro! E agora era minha vez e já não via o ônibus sair, mas sim a casa que ia ficando para trás e os irmãos que olhavam o ônibus sair. Tinha as mãos soadas, a alva dobrada sobre minhas pernas. No caminho encontramos um ônibus de famílias que iam para a ordenação que começaram a gritar, acenar, tirara fotos... Parecia um sonho; não podia acreditar que estivesse aí.

O ônibus parou na porta dos fundos da Basílica de São Paulo Fora dos Muros as 8:30 am. Descemos e entramos por uma porta lateral. Já estava cheia e podíamos ver muitos rostos conhecidos, a maioria banhado pelas lágrimas. Fomos direto para a sacristia onde nos revestimos e esperamos pacientemente o tempo passar. Vocês
P. Leandro Trevisan , L.C.
O Pe. Leandro recebe o abraço da paz do Mons. Guiseppe Bertello, núncio apostólico na Itália, no dia 29 de junho de 2008, dia da sua ordenação diáconal.
vão me desculpar, mas acho que, a partir de agora, o melhor seria calar e deixar o silêncio falar. Como explicar com palavras, que pobres homens com nós, dentro de uns minutos seriam outros Cristos, com poder de perdoar pecados, de consagrar a Eucaristia...? Sem embargo vou contar-lhes um pouco de como vivemos estes momentos, serão apenas umas pinceladas deste grande e maravilhoso quadro de nossa ordenação, será apenas uma imagem borrosa e desenfocada do que foram realmente estes momentos. A fila começou a andar, o coração a bater mais forte e os fleches das máquinas fotográficas nos cobriram com sua luz. Os irmãos cantavam, todos se colocavam na ponta dos pés para ver melhor o seu amigo, irmão ou filho que dentro de poucos minutos seria ordenado sacerdote. Fomos até a metade da Basílica, demos a volta e entramos pelo corredor central. Beijamos o altar e nos dirigimos às nossas cadeiras. Não vou descrever toda a cerimônia porque não quero cansar-lhes muito. Chegou o momento da chamada e de responder "presente", depois nos deitamos para a ladainha de todos os santos, logo veio a imposição das mãos, a oração consagratória, a unção das mãos, a entrega do cálice e da patena, etc... Tudo parece um sonho. Ainda não me acostumei a ser sacerdote, e espero nunca acostumar-me. Logo chegou o abraço aos superiores, as bênçãos, as lágrimas.... Na minha primeira Missa disse para os irmãos: "uma coisa é ser torcedor e outra é estar em campo".

Eu já estou dentro do campo e quando ouço a voz do treinador gritar, "entra, é a sua vez", duvido por uns instantes e logo, tremendo, olho para baixo e vejo que estou com a camiseta, que a torcida está esperando e que devo entrar e dar o melhor de mim. Na verdade o grande protagonista de todo isto é Deus, nós somos seus instrumentos. Ele nos escolheu e sabe o que faz, e isto é fonte de muita paz interior.

Queridos amigos, vale a penda todo o sacrifício deste mundo com tal de salvar uma alma, de celebrar uma Missa ou de confessar uma só pessoa. Não sei como agradecer a Deus e a Nossa Senhora por tantos detalhes de amor.

Vivemos imersos em um grande mistério que nunca conseguiremos explicar com palavras. Quem sabe um dia no Céu compreenderemos melhor o que significa ser cristãos e o que significa ser sacerdotes de Nosso Senhor.

Por último queria dizer-lhes que uma alma nas mãos de Nossa Senhora nunca, mas nunca mesmo, se perde. Se vocês são bons filhos de Maria ela vai cuidar de vocês, vai proteger-lhes e vai ajudar-lhes a perseverar até o fim.

Peço suas orações por minha fidelidade e perseverança final. Que Deus lhes abençoe. Fico de vocês em Cristo:

Pe. Leandro Trevisan, L.C.


DATA DE PUBLICAÇÃO: 2009-01-31


 
 


 



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