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| A comunidade reunida depois da celebração eucarística. | |
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A seção de Jovens “São Paulo-Centro”, dirigida
pelo Pe. Peter Shekelton, LC, realizou pela 7ª vez as
missões na Amazônia, na prelazia de Itacoatiara, nos
dias 10 ao 26 de julho.
A
finalidade dessas missões é de ajudar à prelazia
de Itacoatiara, nas visitas pastorais das comunidades ribeirinhas
do rio Arari, um afluente do rio Amazonas. Junto com
o Pe. Peter, LC estavam presentes o Ir.
Paulo Valentini, LC e uma equipe de 9 jovens, membros
da Juventude Missionária provenientes das cidades de São
Paulo (Luiz Fernando Pereira e Felipe Albuquerque), Jundiaí
(Otávio Padovan e seu irmão Fábio Padovan) e
de São José dos Campos (Gabriel Vaz dos Santos, Wesley
Rodrigues, Eduardo Camacho, William Oliveira e Gabriel Dias).
Aventura não faltou! Depois de viajar 4
horas de avião, cinco de ônibus e sete de barco,
iniciamos o trabalho pastoral. Uma vez que chegávamos
na comunidade e nos apresentávamos dividíamos o trabalho
da seguinte maneira: um jovem encarregava-se da secretaria, onde pegava
todos os dados para a recepção dos sacramentos
e conversava com o responsável da comunidade. Quatro
jovens dedicavam-se à catequese para as crianças e os outros
4 para os adultos. Durante as catequeses o
Pe. Peter, LC atendia em confissão as pessoas
que se acercavam ao sacramento, também fazia a entrevista aos
matrimônios que receberiam o sacramento, e quando tinha
algum doente ia até ele de barco para
dar o sacramento da unção dos enfermos.
O centro
da visita pastoral era a Santa Missa. Toda
a catequese tanto para as crianças como para os adultos,
tinha o fim de preparar as pessoas para
a santa missa, em muitos lugares fazia um ano
que nenhum sacerdote lhes visitava, em outras comunidades até
três anos ficaram sem a celebração eucarística. Durante
a santa missa realizavam-se os batismos, as primeiras
comunhões e os matrimônios.
Nos 13 dias que
ficamos no rio Arari, foram visitadas 26 comunidades
ribeirinhas. Foram batizadas 104 pessoas, realizados 12 matrimônios,
várias unções dos enfermos e muitas primeiras comunhões.
A sede de Deus e o desejo de estar em
união com Ele, levam estas pessoas a não
perderem sua fé e a estarem confiantes sempre no seu
amor.
A convivência entre os jovens pode
resumir em duas palavras: caridade e sacrifício. Durante os
13 dias no rio, eles viviam no barco
da prelazia, e nele realizavam tudo. Dormiam no barco em
redes, comiam o que as comunidades lhe ofereciam,
comidas que não estão acostumados a comer, como
paca, tatu, e seus pratos tradicionais. Até mesmo a roupa
eles tinham que lavar no rio e colocar
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| Os missionários se apresentam à comunidade dos ribeirinhos. | |
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para secar no teto do barco, o banho era no
próprio rio. Cada jovem tinha uma responsabilidade dentro
do barco durante a missão, como: secretário, sacristão,
responsável da comida, responsável dos livros, diretor das
orações, responsável do banheiro, responsável da cozinha, responsável
do quarto das malas, etc... Mas apesar de tudo isso,
a caridade esteve sempre em primeiro lugar, formou-se
um verdadeiro espírito de família, cada um era
o apoio do outro nos momentos difíceis, quando o cansaço,
o calor, os mosquitos, os problemas surgiam. O
entusiasmo de um motivava aos outros, e tudo
isso só era possível porque Cristo estava presente nesta
missão.
Todos os dias, depois de levantar,
todos juntos rezavam suas orações da manhã e o
Pe. Peter, LC lhes dirigia meia hora de
oração. Participavam nas missas celebradas em cada comunidade, viam a
realização dos sacramentos. Rezavam o terço pela tarde,
sempre em grupo e antes de dormir faziam
um bom exame de consciência e suas orações.
Um ano ou mais esperaram aquelas pessoas para
receberem a visita de um sacerdote e só puderam estar
3 horas com elas. Mas á cada comunidade
que iam buscavam que fosse a primeira, a única e
a última.
Todos os
jovens viram a diferença que faz um sacerdote,
tomaram consciência de quanto devem aproveitar os sacramentos
pois eles podem receber todos os dias se querem e
aquelas pessoas não. E sobre tudo hoje são
mais conscientes da importância de formarem-se como católicos
e do bem que podem e estão fazendo através das
missões que participam, pois recebem mais daquilo que
estão dando.