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| Dom João Braz de Aviz, arcebispo de Brasília, visita a exposição. | |
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Brasília, 11-10-2010 _ O Centro Comercial
Gilberto Salomão foi palco da inauguração da exposição ´´Quem é
o homem do Sudário?´´ na noite de ontem (6/10). Organizada
pela Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe e com o apoio
da Arquidiocese de Brasília e do Movimento Regnum Christi, o
evento reuniu o arcebispo de Brasília Dom João Braz de
Aviz e cerca de cem convidados para darem o ponta
pé inicial. A expectativa dos organizadores é reunir quase 100
mil visitantes até o dia 26 de dezembro, data em
que o Sudário de Turim deixará a cidade.
A
exposição traz a Brasília diversos estudos históricos e conclusões científicas
sobre o Sudário de Turim, um dos objetos arqueológicos mais
estudado de toda a humanidade. Para Dom João, esse é
um privilégio enorme para Brasília e “a presença
de um documento histórico e desses estudos pode ser uma
oportunidade de crescerem na fé”, diz o arcebispo que se
surpreendeu ao benzer a exposição. “Pretendo voltar com mais calma.
Não dá para correr, precisa de duas, três horas, com
calma. Que essa iniciativa marque o coração de todas as
pessoas que passaram por aqui, de modo que seja a
manifestação do senhor, uma epifania”, disse.
Painéis interativos ilustram
o espaço e explicam de forma dinâmica as conclusões dos
cientistas sobre o misterioso lençol de linho e o esforço
por eles empreendido para entender como se formou a imagem
do sudário. ´´Há muito capricho e muita arte, técnica. Há
muito cuidado na parte cientifica. Que tomem o maior proveito
de tudo isso. Todos devem conhecer”, comentou Dom João.
Segundo o arcebispo, essa é uma oportunidade incrível até para
os que não tem fé. ´´Uma exposição como essa favorece
a experiência de Deus também para as pessoas sem fé,
pois podem observar com seriedade um documento como esse e
dialogar com o que eles ainda não tem no coração,
mas talvez possam procurar. E, para nós, cristãos, é entrar
na intimidade da nossa identidade. Eu mesmo experimentei e notei
que meu coração cresceu de alegria. O meu desejo é
deixar que esse mistério penetre na nossa vida. É um
mistério do amor de Deus, a única coisa que vai
sobrando em nossas vidas ao longo do tempo, como única
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| D. João Braz, arcebispo de Brasília, abençoa a estátua do "Homem do Sudário". Acompanha-lhe o Pe. Alexandre Paciolli, LC, pároco da Paróquia N. Sra. de Guadalupe e organizador da exposição. | |
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certeza, é que Deus nos ama. ´´
Diante disso,
Dom João Braz aproveitou para sugerir aos visitantes da exposição
a meditação de trechos da Sagrada Escritura, como Isaías e
os quatro cantos do servo de Javé, a leitura dos
relatos da Paixão de Cristo nos Evangelhos e dos textos
de algum santo que fale sobre da Paixão de Cristo,
além de cartas de São Paulo, como Filipenses 2, 5-11,
ou as cartas que falam da loucura, do escândalo e
da sabedoria da cruz. Para ele,
esse é o momento de entrar nesse mistério humano e
divino ao mesmo tempo. ´´Essa exposição pode ser um motivo
de grandíssima evangelização e conversão de pessoas, até para nós
católicos e sacerdotes. Tomara que entre esse Homem do Sudário
e nós se crie uma relação que só nós conhecemos,
de tão profunda que ela é´´, exalta Dom João.
A exposição conta com um facsímile do Sudário, uma réplica
dos flagelos, da coroa de espinhos e dos pregos, todos
produzidos em Israel. O visitante também pode ver um holograma
em tamanho natural da imagem do Sudário, feita pelo cientista
holandês Petrus Soons e uma estátua de bronze que reproduz
a posição que o Homem do Sudário se encontrava quando
a imagem foi produzida no pano. Para o pároco da
Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe e organizador da exposição, Alexandre
Paciolli, a mostra deve ser fonte de muita reflexão para
a razão. “Devemos amar mais aquele Homem do Sudário depois
de ter muita honestidade intelectual diante dos estudos científicos feitos
desde o século XIX. Eu queria que as pessoas pudessem
chegar a uma conclusão em seu coração. Da razão ao
coração. A nível da fé, espero que possam ter um
encontro com Jesus crucificado e um encontro com Cristo Ressuscitado,
razão da nossa existência.”
Pe Alexandre também cita uma
frase para reflexão do público e que encontra-se em Isaías
53, ´´Por suas chagas fomos curados´´. Também por
essa frase e baseado no ´´Homem do Sudário´´, Mel Gibson
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| D. João Braz com as consagradas do Movimento Regnum Christi. | |
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(diretor do filme A Paixão de Cristo, lançado em 2004),
Stephen McEveety, um dos produtores e James Caviezel, um dos
atores, retrataram as últimas 12 horas de vida de Jesus
de Nazaré. É o que o padre espera que aconteça
com os que forem visitar a exposição.
O público
vai poder ver ainda análises feitas pela Nasa (Agência Espacial Americana), o percurso histórico do Sudário e o
pólen e flores encontrados no pano. ´´Ao analisar tudo isso,
devem comparar o ´´Homem do Sudário´´ e a parte Florence
do estudo, com aquilo que é fonte histórica, os Evangelhos. Daí, devem tirar uma conclusão com muita honestidade
intelectual”, explica Pe Alexandre. O pároco cita também o exemplo
do fotógrafo que tirou 33 mil fotos do Sudário e
surpreendeu-se. “Quando ele chegou disse que não via nada além
de várias imagens. Ao revelá-las, ele viu ´´O Homem do
Sudário´´ e ai o descobriu. Essa honestidade intelectual que levou
esse homem a uma experiência de Deus. É isso que
espero que as pessoas façam.´´, concluiu.
Curiosidade
- A catedral
de Turim, na Itália, guarda o lençol fúnebre considerado há
séculos pelos cristãos como o Sudário que envolveu o corpo
de Jesus em sua sepultura. Há uma grande coincidência entre
as manchas impressas no tecido e o que os Evangelhos
relatam sobre a paixão de Cristo. O Sudário de Turim
já foi analisado por mais de dez diferentes disciplinas, como
física, química, tecnologia têxtil, arqueologia, iconografia, numismática, botânica, geologia, microbiologia,
palinologia, além das ciências médicas, como anatomia, fisiologia, hematologia, antropometria
e patologia forense.
Para ser inaugurada no Distrito Federal,
a exposição teve mais ou menos um ano e meio
de preparação. Mais de cem pessoas estão envolvidas diretamente na
organização da exposição e mais mil ajudaram indiretamente na montagem
da mostra no espaço cedido gratuitamente pelo Gilberto Salomão há
cerca de um mês. Depois de Brasília, o ´´Homem do
Sudário´´ segue para São Paulo.
Reportagem: Amandda Souza e
Fátima Oliveira
Fotos:
Cássio Altoé