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Uma criança de cinco anos
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Aí dentro há um senhor com os braços abertos, pendurado na parede.

Niño
"Aí dentro há um senhor de braços abertos, pregado na parede".
Autor: Sra. Marcela Suárez

Sucedeu em minhas primeiras missões. Este fato marcaria minha história.

Era o final da missão; eu acabava de dar umas palestras sobre o matrimônio a casais amasiados. Estes estavam dispostos a casar-se na Igreja. Quando as pessoas já se iam, se aproximou de mim uma mulher. Era uma senhora jovem. Tinha assistido a essas palestras, mas ainda não estava convencida de casar-se com seu namorado, pois ele não era totalmente fiel.

Estivemos conversando um pouco sobre os prós e os contras de tal decisão. A conversa foi esquentando. Quando nos encontrávamos no ponto mais controvertido, se aproximou por trás seu filho, e de repente, começou a puxar-lhe pela saia. Mãe, mãe – lhe chamava.


- Mãe, mãe – voltou a lhe repertir, puxando-lhe pela saia.
- Meu filho, respeite. Não vê que estou conversando?
- Sim, mamãe. Mas o que eu tenho para te dizer é muito importante. Aí dentro há um senhor com os braços abertos, pendurado na parede.


Nós duas nos olhamos assombradas, sem saber o que dizer. Segundos mais tarde me assustou ainda mais a resposta da senhora.


- Não, meu filho, não é um senhor. É Jesus. Recordas que eu te expliquei que quando Jesus foi grande, nós homens nos portamos mal com ele, fizemos-lhe danos em suas mãos e em seus pés, cravamos-lhe uma lança em seu peito e depois o penduramos em uma cruz? Mas se tu recordas, eu também te disse que quando te comportas bem podes fazer com que baixe da Cruz, e quando te comportas mal o deixas pendurado nela.


Diante desta explicação a criança não respondeu nada. Ficou olhando para sua mãe, e depois voltou correndo para aonde se encontrava o Cristo.

Nós nos fixamos no que fazia, sem chamar sua atenção.

O menino entrou na capela do povoado e ficou olhando fixamente o crucifixo do altar. Este representava um Cristo belíssimo no momento da morte. O garoto permaneceu ali um instante e voltou para a mãe.


- Mãe, há quanto tempo Jesus está aí?
- Ah, meu filho! Muitos anos. Olha, tu tens cinco, e eu tenho muito mais que tu. Pois mais do que tens tu e dos que eu tenho, já faz que Cristo está cravado na cruz.


E diante desta expressão da mãe, o filho afirmou:


- Pois, mamãe, estou pensando que se tu me disse que quando me comporto bem o abaixo da Cruz, e quando me comporto mal o deixo ali pregado, tu tens mais anos que eu, o que tem feito até agora para baixá-lo da cruz?


Estas palavras chegaram diretamente a minha alma. Jamais ninguém tinha me falado tão claramente como fez nesta tarde de verão esta criança de cinco anos, de cara manchada e pele negra. Doeu-me até o ponto mais fundo; quantas vezes o tinha deixado cravado ali. O que eu tinha feito com os meus anos para baixá-lo da Cruz?

Desde então prometi trabalhar para que cada vez mais o baixássemos da Cruz, e para que cada dia fôssemos menos os que o deixassem ali pregado.

Sra. Marcela Suárez.
Estado do México.
38 anos.


DATA DE PUBLICAÇÃO: 2003-02-25


 
 


 



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