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A primeira universidade católica da Itália após a Segunda Guerra Mundial
ITALIA | APOSTOLADO | NOTÍCIAS
Fala o padre Scarafoni, reitor da Universidade Européia de Roma

Fachada Ateneo Regina Apostolorum
Formação intelectual sólida
e bem fundamentada.

ROMA, terça-feira, 10 de janeiro de 2006 (ZENIT.org-El Observador).- Esta terça-feira, o cardeal Camillo Ruini, bispo vigário do Papa para a diocese de Roma, inaugurou a Universidade Européia de Roma, a primeira universidade católica criada na Itália após a Segunda Guerra Mundial.

A Universidade, que se encontra no mesmo campus do Ateneu Pontifício «Regina Apostolorum», é dirigida pelos Legionários de Cristo. Conta com reconhecimento civil e iniciou os cursos em outubro passado com três faculdades: Direito, Ciências Históricas e Psicologia.

A universidade faz parte de uma rede internacional de 15 universidades e centros de estudos superiores em Itália, Espanha, Estados Unidos, México e Chile.

O reitor da Universidade, o padre Paolo Scarafoni L.C., explicou a Zenit-El Observador a razão de ser de uma universidade católica que quer contribuir com o avanço da ciência e da cultura contemporâneas, partindo da fidelidade ao Magistério da Igreja.

--Qual é o sentido de fundo da universidade, sobretudo ao tratar-se de uma universidade civil?

--Padre Scarafoni: Temos em Roma o Ateneu Pontifício «Regina Apostolorum», que já oferece uma formação em diferentes campos da ciência e as matérias clássicas a sacerdotes, seminaristas, religiosos e a quem deseja ser formado em questões como bioética, questões nas quais a Igreja tem muito a dizer. Essa vocação a enfrentar a problemática do homem de hoje faz quase natural o esforço de poder criar uma Universidade civil que estenda na sociedade a possibilidade de intervir como uma instituição católica em áreas decisivas.

--Pode-se considerar esta Universidade civil como um apostolado da Universidade Pontifícia?

--Padre Scarafoni: Sim, é próprio de uma instituição da Igreja intervir na cultura e na formação daquelas gerações e daqueles setores da sociedade que vão dirigi-la amanhã.

--A Itália tem necessidade de uma instituição como a Universidade Européia de Roma?

--Padre Scarafoni: Na Itália, como em todos os países da Europa, há uma grandíssima necessidade de intervir, como católicos, no campo da cultura e da formação. Porque, ainda que haja muitas instituições boas, a presença católica é limitada.

--Como definiria esta «presença católica»?

--Padre Scarafoni: Em dois patamares. Dentro das universidades, que tenha católicos que operem dentro delas. E também institutos que, sendo católicos, propõem-se para que os que queiram possam formar-se em um ambiente claramente católico. Nós, sem renunciar a nossa identidade, quisemos dar o passo de ter esta presença pública. Isto não só é desejável: oxalá tivesse vinte mais.

--Concebe-se a Universidade Européia de Roma como uma «filha» do Ateneu Pontifício?

--Padre Scarafoni: Eu prefiro falar de sinergia. Vamos viver sempre em proximidade estreita, na mesma sede. As duas terão, naturalmente, espaços distintos. Mas isto não exclui que existam cursos nos quais possam participar as duas universidades.

--Trata-se de abrir a Universidade eclesiástica à sociedade?

--Padre Scarafoni: Sim, seria um erro pensar em um espaço fechado, ainda que deve ser muito bem identificado para que cada um esteja em seu lugar. O secular tem de participar plenamente de tudo o que pode vir de uma instituição católica. Neste sentido, pode ser muito proveitosa esta colaboração.

--Cumprirá com todas as especificações das universidades dos Legionários de Cristo?

--Padre Scarafoni: Neste momento, as 15 universidades dos Legionários de Cristo estão formando uma rede que se ajuda e se apóia mutuamente, em vários campos: intercâmbios de alunos, de professores, de programas. E há numa frente comum o ideal de formação: estar centrados no estudante. Este é o líder de amanhã. Tem de ser um homem que busque o Reino de Deus, também, totalmente preparado. Não queremos homens que se fecham sobre o material, que somente busquem a ganância. Devem buscar o bem dos demais.

--Qual será a dimensão social do aluno que entre nesta Universidade Européia de Roma?

--Padre Scarafoni: Terá de prestar um serviço social no qual aplique, com gratidão, aquilo que estuda. Essa é a condição para viver a vida como uma vocação e uma missão. O voluntariado, a ação social é muito importante para nós. O mesmo que a assistência espiritual, tudo o que é próprio do cristão, a atenção pessoal com um tutor que se encarregará de ensinar o aluno a estudar, a aplicar os estudos e segui-los em ações de voluntariado e a ajudar o estudante a encontrar, ao sair da carreira, um lugar de trabalho.

--Pensa-se reproduzir este modelo em outras capitais européias?

--Padre Scarafoni: Isso deixamos para a Providência de Deus. Contudo, a Europa necessita buscar suas raízes humanas e cristãs. Por exemplo, o fracasso da Constituição européia, por votação popular, está demonstrando que uma Europa que não tenha em conta suas raízes cristãs não é o caminho. As pessoas não suportam que, de repente, tire-se delas o solo.

--Com que carreiras inicia e quando abre suas portas a Universidade Européia de Roma?

--Padre Scarafoni: Abre com Direito, Ciências Históricas e Psicologia. É o que podemos oferecer melhor ao mercado. E também são carreiras esquecidas pelo ensino cristão.

[Mais informações em www.unier.it]


DATA DE PUBLICAÇÃO: 2006-01-11


 
 


 



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