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Aqui estou, disposto a te servir
INTERNACIONAL | APOSTOLADO | TESTEMUNHOS
Pe. Julio César Gomes, L.C.

Testimonio vocacional del P. Julio César Gomes L.C.
Pe. Julio César Gomes, L.C.

Minha história vocacional começa na minha família. Minha mãe é uma mulher muito católica, assim como toda a sua família. Ela e suas irmãs eram as que se encarregavam das festas da igreja da sua cidade natal. Meu pai é militar, também de uma família católica. Sou o segundo de três filhos.

Nasci em São Paulo. Poucos anos depois, comecei a morar em Brasília. De lá guardo na memória a lembrança da catequese para a primeira comunhão e o dia da coroação de Nossa Senhora. A catedral, a torre de TV e a igreja de Dom Bosco eram os meus lugares favoritos de passeio. Lá ingressei no Colégio Militar, do qual tenho ótimas lembranças.

Experimentei a felicidade de doar-me aos outros

Depois de alguns anos, fomos morar em Fortaleza, no Nordeste do Brasil. Continuei estudando no Colégio Militar e pouco depois um amigo me convidou para fazer um retiro espiritual para jovens. A experiência desse encontro, que se chama “despertar”, marcou a minha vida. No final do retiro, cada um pronunciava uma frase de entrega: “Aqui estou, Senhor, disposto a te servir”. Esta frase permaneceu na minha mente. Desde então, não faltei a nenhuma reunião de formação dos sábados à tarde nem às orações comunitárias que tínhamos às terças-feiras à noite.

Com os membros do grupo de oração dirigido pelas freiras, eu ajudava os moradores de uma favela. Fomos os pioneiros desse projeto apostólico que, com a graça de Deus, cresceu bastante. Nele eu pude experimentar a felicidade de doar-me aos outros.

Quando estava terminando o Ensino Fundamental, visitamos a base aérea, e a experiência de estar dentro de um avião de combate me levou a querer seguir esta carreira. No meu caso, não era difícil, porque a cada ano abriam duas vagas no Colégio Militar para os que queriam cursar
Testimonio vocacional del P. Julio César Gomes L.C.
Pe. Julio César Gomes, L.C.
o Ensino Médio em um internato da Força Aérea. Eu estava muito bem classificado e poderia ser o primeiro da lista. Mas a minha mãe tem muitos contatos no céu e não queria isso de jeito nenhum. Nesse ano não se abriram essas vagas para a aeronáutica e me convidaram para a EsPCex, que é o Ensino Médio para os que querem entrar no exército. Durante toda a minha vida, estive em um ambiente militar: vilas militares, clubes militares, colégios militares, muitos dos meus amigos eram filhos de militares... Parecia algo normal seguir a carreira de oficial do exército, de onde eu poderia passar para a aeronáutica. Aceitei o convite, pois sabia que era uma das melhores escolas de Ensino Médio do Brasil e se descobrisse que não era o meu caminho, não teria perdido o tempo.

De militar ao seminário

Eu queria ser um bom católico no lugar onde estivesse. Os anos do Ensino Médio foram inesquecíveis. Eu gostava da escola. Além disso, com um grupo de amigos, visitávamos um orfanato de vez em quando para brincar com as crianças. Meu terceiro ano não foi fácil; não no âmbito acadêmico, que com a graça de Deus sempre foi bom, mas eu não tinha um diretor espiritual e nem sabia que isso existia. Eu falava com o meu superior imediato, um capitão excelente e muito amigo; ele me animava a seguir a carreira, mas algo dentro de mim dizia que não era isso que Deus queria para a minha vida.

No final do ano, tínhamos de decidir se íamos ingressar na AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras) ou voltar à vida civil. Também nesta época, as três escolas militares de Ensino Médio (marinha, exército e aeronáutica) intercambiavam alunos, mas nesse ano foi diferente e não houve intercâmbio (os contatos da minha mãe no céu eram muito influentes e continuavam funcionando). Resolvi ingressar na AMAN, a academia que forma os futuros oficiais do exército e onde antes o meu pai havia estudado. A academia era imponente. No primeiro dia me colocaram como chefe de turno, subchefe da turma e no turno da guarda à noite. Isso deveria ser uma honra, mas durante aquela noite tive a firme convicção de que eu não deveria continuar lá.

Voltei e escolhi cursar a faculdade de Engenharia Civil, para poder ajudar os pobres; muitos dos meus amigos tinham escolhido a Medicina, e pensei que já havia muitos médicos para ajudar os pobres... No segundo ano da faculdade, um amigo do colégio militar de Fortaleza que havia ingressado na marinha tinha deixado a Escola Naval para entrar no seminário. Ele me escreveu, contando-me suas experiências. O que me impressionou foi que não éramos grandes amigos no colégio e, portanto, não tínhamos os endereços um do outro. Ele tinha entrado no noviciado dos Legionários de Cristo e me enviou um material muito interessante, com fotos das atividades que realizavam e números de telefones. Mas o noviciado estava em Curitiba, que está a aproximadamente 4.000 km de Fortaleza, e não tive coragem de ir até lá só para visitá-lo. Nesse mesmo ano, quando voltava de um treinamento de vôlei, perto da minha casa uma senhora me perguntou as horas. Eu lhe respondi e imediatamente ela me perguntou se eu era padre. A pergunta me pareceu muito estranha, porque eu ainda estava com a roupa do treinamento. Nesse momento eu não reagi, mas o fato ficou gravado na minha memória.

Terminei a universidade e comecei a trabalhar em uma construtora como responsável do departamento de orçamentos. Também dava aulas de computação gráfica. Novamente, ouvi falar dos Legionários de Cristo, dessa vez através de um amigo do grupo de jovens; é que um amigo dele havia entrado no noviciado e o havia convidado. Ele me convidou para acompanhá-lo. No final ele não foi, mas eu resolvi dar uma oportunidade para Deus. Eu disse para mim mesmo que, se Deus queria algo de mim, eu deveria pelo menos lhe dar a oportunidade para que me falasse. Isso não era fácil, porque, de fato, eu acabava de conseguir o terceiro lugar em um concurso federal para perito em Engenharia.

Eu me inscrevi para fazer um mestrado no outro extremo do Brasil, mais perto do noviciado da Legião. Para o mestrado, recebi uma bolsa completa de estudos, razão pela qual eu podia me dedicar exclusivamente aos estudos. Busquei o noviciado e o visitei. Foi uma experiência única; apesar da grande simplicidade do lugar, eu me senti em casa. Era a Páscoa de 1996. Para dar seguimento à minha inquietude vocacional, eu me incorporei ao Regnum Christi e tive um diretor espiritual que me ajudou muito. Em janeiro do ano seguinte, fui ao curso vocacional de verão e entrei no noviciado. Começava assim meu caminho rumo ao sacerdócio, para servir, com a graça divina, os homens nas coisas de Deus durante toda a minha vida.

O Pe. Julio César nasceu no dia 21 de novembro de 1968, na cidade de São Paulo (Brasil). É o segundo de três filhos, do casamento de Valdemoro Gomes Ferreira e Maria Adélia Silva. Ele se formou e trabalhou como engenheiro civil. Ingressou na Legião de Cristo em janeiro de 1997 e fez sua profissão religiosa em março de 1999. Realizou seus estudos de Filosofia no Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma. Colaborou durante dois anos no México, na administração territorial, e um ano na pastoral juvenil e na promoção vocacional. Atualmente, exerce seu ministério no Rio Grande do Sul (Brasil), entre os adolescentes e jovens.


DATA DE PUBLICAÇÃO: 2007-12-25


 
 


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